Capricho: a revista da gatinha

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A Capricho foi criada em 1952, publicando fotonovelas inteiras da Itália. Naquela época a televisão já estava no Brasil há dois anos,  iniciada pelo jornalista Assis Chateaubriand, mas era um meio de comunicação bastante caro e pouco utilizado. As revistas com fotonovelas eram um sucesso e a Capricho chegou a vender 500 mil exemplares por quinzena.

Com o passar do tempo as suas vendas diminuíram, em 1982 começaram a publicar variedades e a edição se tornou mensal. Mas sem sucesso e vendendo cada vez menos, em 1985 teve uma repaginada e virou “A Revista da Gatinha”, para um público de 15 a 20 anos. O sucesso foi até 1989, tentou mudar o público para mulheres mais velhas e conteúdo sobre sexo e namoro, mas não conseguia vender tanto.

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Em 1990, a revista fez outra repaginada. Foram atrás das leitoras nas escolas, ruas etc. Ouviram o que elas gostariam de ler na Capricho. Criaram o “Estrelafone”, onde atendiam as leitoras para receber críticas e sugestões, por mês chegaram a receber mil ligações e três mil cartas.

Na época a MTV foi lançada no Brasil e fez sucesso entre o público da revista, isso ajudou a equipe na construção do trabalho gráfico e da linguagem. Pararam de usar o slogan da gatinha. Perceberam que as leitoras adoravam recortar imagens e frases da revista, enchiam as páginas com fotos e frases soltas com fonte grande para serem recortadas e coladas nas agendas.

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Com o passar dos anos a edição virou quinzenal. Por volta de 2005, a minha pessoa adorava a revista em demasia e ficava ansiosa para ler. Criaram ainda uma linha de papelaria, maquiagem e roupa. Em 2015, foi anunciado o fim da publicação impressa e, mesmo diversas pessoas não sendo mais leitoras da revista, ficaram tristes com o seu epílogo.

Atualmente possuem a Capricho Week, uma revista semanal para o celular que pode ser baixada na App Store e Play Store. Além do site, também marcam presença nas redes Facebook, Youtube, Instagram e Twitter. O atual redator-chefe é o jornalista Thiago Theodoro.

Fonte sobre a origem da Capricho: Jornalismo de Revista – Marília Scalzo

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Quem sabe no futuro a revista não volta, né? Obrigada por acompanhar!

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11 comentários em “Capricho: a revista da gatinha

  1. Como eu amava essa revista ❤
    Fui assinante por vários anos e tinha várias revistas acumuladas na minha estante e acabei doando todas .. ❤ Sempre gostei da produção fotográfica

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  2. Eu estou gritando tanto de amor por esse post que nem sei o que dizer, apenas sentir ❤

    A primeira revista Capricho que comprei foi da Britney Spears em 2001 e a última a uma que ganhei da minha mãe em 2010 do Glee. Eu sempre amei a fotografia da revista, os ensaios de moda e as capas. Sim, sou até hoje apaixonada pelas capas. Uma pena a revista impressa ter acabado, mas a geração é outra, né? Não acredito que volte, mas seria bem legal para que é colecionador.

    Eu tenho todas até hoje!
    Beijão, babelinda ✨

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    1. ela é tão 80/90/00s ela! ❤
      pior que às vezes vejo pra vender. acredita que eu li várias dos anos 90, da minha prima? ela guardava, aí li tudo tipo 10 anos depois, achava tudo um sonho!
      :****** MUÁ

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  3. Oies… Que post mais nostalgia! ❤ Eu amava ler "Capricho", "Smack", "Atrevida" e "Todateen", até hoje teno coleção com as capas de qualquer intergrante do High School Musical, Hannah Montana, Demi Lovato, Jonas Brothers e da Saga Crepúsculo ❤ ❤ Bjos

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      1. Lembro que tinha a Atrevida e a Atrevidinha, na minha época, na nossa na vdd rs, a Smack foi a primeira a parar de ser publicada, acho que ficou só online por um tempo, rs… Será que rola esse post? rs Bjos

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  4. ri demais com o ‘pega aids com o beijo?’ hahahahahah eu costumava ler capricho as vezes na minha adolescência e amava, fiquei nostalgica com seu post ♥

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  5. Só fiquei sabendo dessa revista por volta de 26, quando minha irmã começou a comprar.
    Eu recortava as letras e as fotos ahuhua, ela inclusive tem recortes colados na parede até hoje!
    Presenciei o fim da revista impressa, rolou uma coisa tensa entre a revista e leitoras mais jovens. Nem sabia que ainda tinha a versão online!

    bruna-morgan.blogspot.com

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