Vestido Mondrian

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O francês Yves Saint Laurent (1936-2008), começou a sua carreira trabalhando para o Christian Dior, se tornou um dos maiores nomes da alta-costura e apresentou mais de 70 coleções.

Criou um vestido diurno homenageando o holandês Piet Mondrian (1872-1944), pintor percursor do movimento neoplasticismo. O vestido era de lã, com o comprimento até a altura do joelho, reto, sem mangas e costura discreta.

Usou as cores primárias (vermelho, amarelo e azul) combinadas com branco, listras preta e a geometria que o pintor utilizava. O modelo foi uma ousadia para a alta-costura e se popularizou quando apareceu na capa da Vogue francesa de setembro de 1965. Depois diversas cópias baratas apareceram.

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Space Oddity

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O tema espaço já foi usado em solo firme na década de 60, principalmente pelos estilistas Pierre Cardin e André Courrèges. Nas telas podíamos assistir o seriado Star Trek e o filme Barbarella. A música também não ficou para trás, a banda Pink Floyd, por exemplo, cantava Astronomy Domine.

Já no presente, podemos perceber o modismo de camisetas com o logo da Nasa e ainda grandes marcas que lançaram coleções inspiradas no universo. Chanel, durante a Semana de Moda de Paris, proporcionou um espetáculo com looks futuristas, tons metalizados e ainda um foguete de tamanho real!

Antes de se inspirar em looks futuristas, você sabia que a Nasa anunciou em fevereiro de 2017, que um telescópio descobriu um novo sistema?! Fica em torno da estrela Trappist-1, possui 7 planetas e está cerca de 40 anos luz da Terra. Para mais informações confira essa matéria no jornal El País.

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space oddity 3Christopher Kane

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The Beatles / Lucy in the Sky with Diamonds

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Quando Lucy O’Donnell tinha apenas 4 anos, em 1967, estudava na escola Heath House em Weybridge, na Inglaterra. Seu colega de classe a desenhou em volta de várias estrelas, levou o desenho para casa e mostrou para os seus pais.

Esse colega era o Julian, filho de Cynthia e John Lennon. “It’s Lucy in the sky with diamonds”, respondeu quando John questionou sobre o desenho. O ex-beatle adorou e se inspirou para compor a música “Lucy in the Sky with Diamonds”, que faz parte do álbum Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band.

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A canção causou bastante polêmica na época, pois as iniciais forma a sigla “LSD” e a letra com características alucinógenas. Os Beatles explicaram que a inspiração foi em um desenho infantil e por “Alice através do espelho”, de Lewis Carroll, que era um dos livros favoritos do John.

Quando Cynthia e John se separaram, Julian saiu da escola e o desenho desapareceu. Os boatos era de que o desenho estava com a própria Lucy, mas o engraçado é que anos depois declarou que não gostava da música e achava sem sentindo.

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Jean Shrimpton

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A inglesa Jean Shrimpton (1942) foi descoberta pelo fotógrafo David Bailey quando tinha apenas dezoito anos. A dupla realizou diversas parcerias na moda e, por trás dos flashes das fotos, tiveram um relacionamento de quatro anos.

“Fomos atraídos instantaneamente e, sempre que trabalhamos juntos, essa atração criou uma forte atmosfera sexual” Shrimpton sobre Bailey na sua autobiografia publicada em 1990.

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Se tornou o rosto do Swinging London, movimento que foi responsável pela moda, arte e música durante a década de 60. Cabelo longo, franja, lábios carnudos, bastante máscara de cílios e corpo longilíneo, ganhou o apelido “The Shrimp” e foi a modelo mais bem paga daquela época.

Em 1975 optou por deixar de lado a carreira de modelo e toda a sua fama. Foi morar em Cornwall, onde abriu uma loja de antiguidades. Casou com o fotógrafo Michael Cox, teve um filho e comprou o Abbey Hotel, em Penzance.

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Serge Gainsbourg e Jane Birkin / Je T’Aime (Moi Non Plus)

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Serge Gainsbourg conheceu a Brigitte Bardot em 1959, atuaram juntos no filme “Quer dançar comigo?”. Anos depois, Bardot estava enfrentando problemas no seu segundo casamento e se envolveu com Gainsbourg. Ainda o convidou o para aparecer no seu programa de televisão e gravaram um álbum de música.

Bardot pediu para Gainsbourg compor a “mais linda canção de amor imaginável”, assim surgiu Je T’Aime (Moi Non Plus). Gunter Sachs, marido da Bardot naquela época, ficou bastante irritado e proibiu que a música tivesse lançamento.

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Em 1968, Gainsbourg conheceu Jane Birkin nas gravações do filme Slogan. Birkin tinha acabado de se separar, já tinha uma filha e estava em alta devido o filme Blow-up. Gainsbourg pediu para que ela cantasse a música uma oitava acima de Bardot e, mesmo com medo de cantar, aceitou pois pensou que ele poderia colocar outra garota para cantar.

A música foi gravada em Londres e Gainsbourg ficava fazendo sinais com as mão para que Birkin aumentasse ou diminuísse os gemidos. Foram morar juntos em Paris e o relacionamento durou até 1980. A relação gerou grandes músicas e uma filha, atriz e cantora Charlotte Gainsbourg. Depois do término, continuaram compondo belas canções.

Saiba mais sobre a histórias das músicas Life on Mars?Don’t Think Twice, It’s All Right.

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Bob Dylan / Don’t Think Twice, It’s All Right

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Durante uma apresentação em 1961, no clube Greenwich Village, o folk Bob Dylan não conseguia parar de olhar para a Suze Rotolo. “Ela era a coisa mais erótica que eu já tinha visto: pele clara, cabelos dourados, uma italiana puro-sangue. Mal começamos a conversar, e eu comecei a ficar zonzo. Ela fazia exatamente o meu tipo”, Dylan no livro Chronicles.

Os pais de Suze eram membros do Partido Comunista Americano e trabalhou como secretária no Congresso sobre Igualdade Racial. Ensinou diversas coisas para o Dylan, que também começou a ter interesse por arte. Moraram juntos por 6 meses, Suze percebeu que Dylan ia ficar famoso e decidiu passar um tempo na Itália para estudar Arte na Universidade de Perugia.

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“I once loved a woman, a child I’m told

I give her my heart but she wanted my soul

But don’t think twice, it’s all right”

Dylan ficou com o coração em caquinhos e escreveu diversas músicas relacionadas a esse momento.  Canções como “One Too Many Mornings”, “Boots of Spanish Leather” e “Tomorrow Is a Long Time” demonstram bem como estava sofrendo por Suze, mas destaque é para “Don’t Think Twice, It’s All Right”. Suze finalmente voltou em janeiro de 1963 e  foram morar juntos novamente.

O fotógrafo da gravadora Columbia Records, Don Hunstein, tirou diversas fotos do casal na esquina da Jones Street com a West Fourth Street, perto de onde estavam morando. Uma das fotos virou capa do álbum “The Freewhelin”, lançado em 1963. Suze não conseguia lidar direito com a fama do Dylan. Meses depois ele se apresentou com Joan Baez e foi o início de um romance.

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Surgimento da Butique

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Após a 2a Guerra Mundial, se teve a geração baby boom que trouxe mudanças para o mundo. A economia estava em alta, o número de desempregos era baixo  e, o Reino Unido, foi um dos países que ficou no auge.

Os jovens do Reino Unido estavam começando a ter sua independência financeira e tomando decisões sem ajuda dos pais. O Butler Education Art de 1944 criou oportunidades, assim os estudantes se matriculavam em artes gráficas, desenho de moda, arquitetura, projetos de produtos etc.

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Quando foram buscar empregos, as indústrias estavam desatualizadas usando práticas de fabricação antigas. Os jovens então decidiram abrir as suas próprias marcas e isso é considerado essencialmente um fenômeno inglês.

Surgiram as butiques que traziam uma nova experiência de compra, modelos estilosos e diferenciados, com conceitos que as marcas conhecidas no mercado não tinham. Os proprietários eram jovens e fizeram do trabalho uma diversão. Ficavam localizadas distante das áreas comerciais principais, em ruas secundárias e com alugueis baratos.

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A primeira butique que se tornou reconhecida nacionalmente foi a Bazaar da Mary Quant, localizada em Markham House, King’s Road. Outras que destacaram na época foram Biba, Granny Takes a Trip e Bus Stop.

Nos Estados Unidos a butique só foi marcar presença no decorrer da década de 60.  Kathleen Casey (editora da Glamour) e Geraldine Stutz  (presidente da loja de departamentos Henri Bendel), tiveram dificuldades com as butiques e insistiam em chamar como estilo da “mocinha adolescente”.

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