Moda: Art Nouveau x Art Déco

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Art Nouveau é conhecida também como “Estilo 1900” e  recebeu esse nome na França. Em outros países era chamada de outras formas, por exemplo, “Liberty” na Inglaterra. O movimento surgiu na década de 1890 e marcou presença até a década de 1910.

Utilizada na arquitetura, decoração, serralheria, design, joalheria, móveis, estamparia e na moda. Linhas curvadas e ondulantes, com inspiração na natureza, como galhos de árvores, flores, vegetais, plantas, insetos etc.

 O corpo feminino de frente possuía a silhueta de uma ampulheta e de lado a silhueta em “s”, já as cinturas afinadas com o espartilho. Os chapéus eram utilizados com bastante volumes e enfeitados com flores, penteado em coque e saias longas.

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Em 1919, na Alemanha, o arquiteto Walter Gropius fundou a primeira escola de design, a Bauhaus. Com um visual mais “limpo” e traços geométricos, a próxima década tinha uma nova inspiração.

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Em correspondente a escola Bauhaus, surge na França o Art Déco. Considerado o primeiro estilo do século XX e o ano oficial para o seu surgimento é 1925, depois da Exposição Internacional de Artes Decorativas e Industriais Modernas.

Utilizada na decoração, arte, design, arquitetura, cinema e moda. Linhas retas e angulares com bastante simetria, quando curvada tinha forma geométrica e que foi calculada. Esses novos tipos de linhas ajudaram a aumentar a produção industrial.

O corpo feminino mudou a silhueta, agora com linhas retas e estética de um cilindro. A marcação da cintura mudou para o quadril, vestidos e saias na altura dos joelhos, roupas com franjas.

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A Divina Comédia de Salvador Dalí

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“Dalí: A Divina Comédia” pertencem a uma coleção privada da Espanha.  As 100 gravuras foram realizadas pelo Salvador Dalí entre as décadas de 1950 e 1960, por encomenda do governo italiano para ilustrar uma edição comemorativa aos 700 anos de nascimento de Dante Alighieri (1265-1321).

Alguns conjuntos desta obra foram impressos com a colaboração dos editores Joseph Foret e Jean Estrade. Apresentadas inicialmente em Paris, 1960, o Inferno, em 1962, o Purgatório e, em 1964, o Paraíso.  De lá pra cá a exposição já ocorreu em algumas cidades do nosso país, como Rio de Janeiro e São Paulo e, até dia de 2 julho, estava em Fortaleza, na Caixa Cultural.

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Sasha Velour / Rupaul’s Drag Race

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Rupaul’s Drag Race é um reality show que inspira e faz sucesso em demasia. Durante todas essas temporadas gostei de diversas participantes, por exemplo, Milk Queen (6ª temporada) e Detox Icunt (5ª temporada), mas as donas do meu coração são Sharon Needles (4ª temporada) e Bianca Del Rio (6ª temporada).

Peppermint, Trinity, Sasha Velour e Shea são as finalistas da 9ª temporada, que ocorre hoje, 23, nos Estados Unidos. Minha torcida desde o começo é pela Sasha, que merece todo o destaque possível com os looks que apresentou durante a competição.

Sasha, 30 anos, reside no Brooklyn, em Nova York. Sua criatividade nos looks são incríveis, atua como designer, ilustradora, publicação The Drag Magazine etc. Também vende seus produtos no site e, criou zine Drag Race Lookbook, com fotos dos looks que utilizou na 9a temporada do programa. Muito rainha sim!

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FOTOS: Mateus Porto

Site / Instagram / Twitter

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Marina Abramović & Ulay

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BREATHING IN / BREATHING OUT (1977)

Ficaram ajoelhados um de frente para o outro, com as bocas abertas e coladas uma na outra, narizes foram bloqueados com filtros de cigarro. Quando um inspirava o outro expirava, de modo contínuo. Depois de dezenove minutos, começaram a se balançar e caíram para atrás, buscando ar para respirar. O trabalho foi realizado pela primeira vez em Belgrado e um ano depois em Amsterdã.

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REST ENERGY (1980)

Em pé um de frente para o outro, Ulay com a flecha apontada para o coração da Marina que segurava o arco. Durou quatro minutos, ambos se inclinavam para trás contrabalançando seus pesos. Utilizaram dois microfones perto dos seus corações, para que ouvissem os seus batimentos cardíacos. A performance foi gravada em Amsterdã.

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NIGHTSEA CROSSING (1981/1987)

Uma série de vinte e duas apresentações que ocorreram em diversos lugares do mundo e levaram noventa dias. Ficam sentados na cabeceira de uma mesa de mogno, um de frente para o outro em silêncio e se encarando, as laterais do rosto de frente para o público. Não comiam e nem falavam antes e depois da apresentação.

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Vincent e Cartas a Théo

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Vincent Willem Van Gogh é considerado um dos pintores mais importantes, mas enquanto estava vivo vendeu apenas um quadro. Nasceu em 1853, seu pai era pastor e sua mãe cuidava dele e seus 5 irmãos. Gostava de ler em demasia, tinha hábito de ficar caminhando e, quando era criança, vivia grudado com o seu irmão Théo.

Com o tempo foi ficando mais solitário e chegou até a colecionar e catalogar diversas coisas, por exemplo, flores silvestres. Tenho muito interesse sobre a vida do holandês e, claro, aprecio as suas obras. Faz um tempinho que li “Vincent”e “Cartas a Théo”, nada mais justo  do que compartilhar e/ou indicar para quem também possui interesse no pintor.

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Van Gogh se muda para o sul da França, buscando novos ares para realizar as suas pinturas. Sempre preocupado em pagar o que deve para o seu irmão Théo. Tinha imensa admiração pelo pintor Paul Gauguin e o convida para passar um tempo na sua casa. Saem juntos para pintar, depois de umas semanas vão ter uma briga e Gauguin vai embora por se sentir desconfortável.

Com o passar do tempo Van Gogh vai ficando cada vez mais com problemas e acontece o que a maioria das pessoas já sabem sobre a sua vida. Vai cortar a sua própria orelha e logo depois é internado, sempre com o seu irmão Théo ajudando. Volta para casa, tem outra crise e vai para um asilo.

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A obra Vincent ganhou o Prêmio Holandês de Melhor Autor de HQ 2009. Foi realizado por Barbara Stok, trabalhou por 3 anos nesse livro com o apoio do Museu Van Gogh. Obviamente a história está bastante resumida, mas essa graphic novel é incrível e todo destaque para o traço da artista e as cores utilizadas. Nas crises do pintor, os desenhos ficam bem drásticos e sérios.

“Essa paisagem é como um mar vazio. Apenas o infinito… e a eternidade.”

144 páginas / Editora L&PM Editores / ISBN 978-85-254-3115-8

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Van Gogh faleceu em 1890, deu um tiro no próprio peito. As cartas foram guardadas pela esposa do Théo, Jo Van Gogh-Bonger.  A primeira publicação foi em 1914 e tinha 652 cartas, o volume possuía 1.000 páginas! Em 1930, as cartas foram reorganizadas e selecionadas, que são as dessa publicação.

O único ponto negativo desse livro é que não temos respostas do Théo, são apenas as cartas que o Vincent mandava. A frequência das cartas mudam com o tempo, mas às vezes chegam a ter duas por semana.

“Como a arte é grande quando ela é simplesmente verdadeira.”

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As cartas possuem inúmeros detalhes do pintor seja sobre o seu dia, o que está passando pela sua cabeça, opinião sobre determinado autores, cores etc. Chegou a dizer que o trabalho ajudava a se distrair e que precisava de verdade ter essas distrações.

Sempre preocupado com o dinheiro, que não conseguia vender seus quadros e que o reconhecimento que tinha era apenas do seu próprio irmão. Faz alguns pedidos de material para as suas pinturas e até mesmo o que vestir. Em determinados momentos foi difícil continuar leitura devido algumas declarações desesperadora do Vincent. Porém, é um livro interessante para quem deseja saber mais sobre a sua vida.

410 páginas / L&PM POCKET / ISBN 978-85-254-0619-4

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Também se interessa pelo Van Gogh ou por outro pintor? Obrigada por acompanhar!

Andy Warhol: o gênio do pop art

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Andrew Warhola nasceu no dia 6 de agosto de 1928, em Pittsburgh. Seus pais eram originários da Eslováquia, migraram durante a 2a Guerra Mundial para os Estados Unidos. Na infância foi extremamente tímido, tinha aulas de artes na escola e aos 17 anos ingressou no curso de Design no Instituto de Tecnologia Carnegie.

Depois da graduação foi para Nova York, começou a ilustrar para as revistas como Vogue, The New Yorker, Harper’s Bazaar, além de produzir publicidade. Frequentava galerias de arte, gostava de ir em diversas exposições e sonhava em se tornar um artista. Sempre muito, muito, muito audacioso. Realizou em 1952 a sua primeira exposição individual, na Hugo Gallery, com 15 desenhos inspirados na produção do autor Truman Capote.

“Quando eu comecei, a arte estava naufragando”

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Começou a produzir produtos pop art no começo da década de 60, usando ideias publicitárias que já existiam com novas tonalidades bem fortes e tintas acrílicas. São produtos, personalidades ou desenhos famosos para a massa. Alguns dos exemplos mais populares de sua obra são Marilyn Monroe, lata de sopa Campbell’s, Coca-Cola, Elvis Presley, Mickey Mouse, John Lennon. Produzia inúmeras cópias do seu trabalho utilizando serigrafia, também usava colagem e materiais descartáveis.

Já considerado cult e bastante famoso, em 1963 começou a produzir filmes undergrounds. Os filmes são conceituais, os mais famosos são Chelsea Girls, Empire e Blow Job. Em 1964, abriu o estúdio “The Factory” e produziu a banda The Velvet Underground. Pouco tempo depois seu estúdio foi invadido e levou um tiro, se recuperou e o acontecimento virou o filme I shot Andy Warhol. Tudo que acontecia ou se passava com o Andy virava pop, sim ou claro?

“Imagino que faço parte da minha época, como os foguetes e a televisão”

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Na década de 70 o pop art já estava ficando de lado, Warhol criou a revista Interview com o conteúdo para moda, cultura pop e cinema. Pintava encomendas e começou a escrever A Filosofia de Andy Warhol. Durante a década de 80, criou Andy Warhol’s TV e Andy Warhol’s Fifteen Minutes para a MTV, mais a produção de videoclipes. Em 1987, faleceu aos 59 anos durante a recuperação de uma cirurgia de vesícula.

Revolucionário é como descrevo o Andy Warhol. Com certeza sua vida possui mais inúmeros detalhes que devem ser curiosos, criativos e incríveis. Fora as suas fotografias maravilhosas! Para quem se interessar em saber mais sobre sua pessoa, fiz uma seleção de livros interessantes:

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1  Andy Warhol – Phaidon Focus na Saraiva

2 Diários de Andy Warhol na Amazon

3 Andy Warhol – Mini Journals na Livraria Cultura

4  Andy Warhol: o gênio do pop na Amazon

5  Andy Warhol na FNAC

6 Andy Warhol Pop Box na Saraiva

7  Andy Warhol (Biografias) na Amazon

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Influência do Cubismo no Design Gráfico

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O cubismo é um dos principais movimentos artísticos do século XX, surgiu em Paris por Pablo Picasso (Espanha / 1881-1973)  e Georges Braque (França / 1882-1963). É dito que o movimento se iniciou com a obra Les Demoiselles d’Avignon de 1907, que demorou 9 meses para ser realizada no estúdio do Picasso.

De 1907 a 1909, Picasso e Braque realizaram diversas pinturas no estilo cubista. Tiraram a ilusão do plano tridimensional para bidimensional, pontos de vistas múltiplos ou contrastantes, formas geométricas como cubos e cilindros. Surgindo novas influências para o design e possibilidades para a tipografia.

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Georges Braques e Pablo Picasso

O movimento é dividido no Cubismo Sintético (observação, fragmentação e representação de um tema) e Cubismo Analítico (técnicas voltadas a colagem). Diversos pintores europeus se inspiraram no cubismo, como o alemão Piet Mondrian (neoplasticismo) e o russo Kazimir Malevich (suprematismo).

Com a 1a Guerra Mundial, o movimento continuou em países neutros da guerra. Nas décadas 20 e 30, foi inspirando os novos artistas e designers, também foi importante para a criação de pôsteres na publicidade.

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O cubismo podia agradar ou não. Salvador Dalí disse que Picasso fabricava o feio de propósito e, que em um dia, fazia mais feiúra do que todos os outros durante anos. Em determinado dia que estava em Nova York, mandou um telegrama para Picasso que dizia:

“Pablo, obrigado! Tuas últimas pinturas ignominiosas mataram a arte moderna. Sem ti, com o gosto e a medida que são as virtudes mesmas da prudência francesa, teríamos tido uma pintura cada vez mais feia, durante pelo menos cem anos, até chegar a teus sublimes adefesios esperpentos. Tu, com toda tua vivência do teu anarquismo ibérico, em poucas semanas atingiste os limites e as últimas consequências do abominável. E isto, como Nietzsche desejava, marcando tudo com teu próprio sangue…”

Inspirações no Cubismo:

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> Miguel Covarrubias em 1929, campanha para a marca de pianos Steinway

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> Riccardo Guasco em 2013, para Milano Bicycle Film Festival

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