Irving Penn

Com mais de 70 anos de carreira, Irving Penn (1917-2009) é considerado um dos maiores fotógrafos do século XX

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Nasceu em Nova Jersey, nos Estados Unidos, de 1934 a 1938  estudou na Philadelphia Museum School of Industrial Art. Recebeu um convite de Alexey Brodovitch, que  naquela época o diretor de arte da Harper’s Bazaar, para trabalhar como artista gráfico na revista.

Depois trabalhou no departamento de arte da Vogue, logo depois que serviu na Segunda Guerra Mundial. Era responsável pela criação das capas e começou a realizar as suas próprias fotografias. Foram mais de 150 fotografias para capas da Vogue.

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irving penn - fotografia

irving penn - garrafa

irving penn - salvador dalí e pablo picasso

“Muitos fotógrafos pensam que o seu cliente é o objecto que estão a fotografar. Não é. O meu cliente é uma mulher do Kansas que lê a Vogue. A minha preocupação é despertar-lhe a atenção, estimulá-la, abrir-lhe o apetite… A fotografia discreta, que pode não ser a mais brilhante do mundo relativamente ao objecto retratado, pode tornar-se enormemente mobilizadora para quem a vê numa revista” Irving Penn em entrevista para o The New York Times. Trecho disponível no Público.

Penn clicou diversas celebridades, natureza morta, nus femininos, personagens anônimos. Realizou parcerias, publicou livros e tinha diversos projetos pessoais.

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Eu franjo, tu franjas

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A franja deixa o visual mais jovem, destaca o olhar e alonga a silhueta. Às vezes fica super em alta e, mesmo quando não está, as pessoas continuam usando. Vira praticamente uma marca registrada não é mesmo, Zooey Deschanel?!

Mas vamos rebobinar um pouco a fita para voltar um pouquinho no tempo! Na década de 20, a atriz Louise Brooks já apostava na franja acima da sobrancelha. Já pela década de 50, a pin-up Bettie Page, por exemplo, achava a sua testa larga e para disfarçar cortou franjinha.

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Audrey Hepburn e Anna Karina apareceram diversas vezes nas telonas dos cinemas com franjas durante a década de 60. Até os Beatles na fase yeah-yeah-yeah usaram franja, influenciados pela artista alemã Astrid Kirchherr

Comprida, reta, de lado, repicada, acima da sobrancelha, cortininha etc. Podemos encontrar na rede diversas matérias dando a “receita” de como cortar e qual modelo de franja é melhor para o formato do nosso rosto.  Não devemos levar isso tão a sério e, se decidir cortar,  usar o modelo que achamos melhor. 😉

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Modelos e Beleza 50s

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Na década de 50 as mulheres recebiam conselhos sobre casamento, ser uma mãe modelo, cozinhar, cuidar da casa. Existiram publicações feitas por homens que orientavam as mulheres, como  o livro “Sex Satisfaction and Happy Marriage” (1951) e o artigo “O Guia da Boa Esposa” (1955) na revista Housekeeping Monthly.

Os fotógrafos Richard Avedon, William Klein e Irving Penn, apresentaram novas modelos para o universo da moda. Às vezes nas sessões fotográficas não tinha cabeleireiro e maquiador, mas as próprios modelos levavam as suas maquiagem e se produziam incrivelmente.

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As modelos mais influentes da época eram Suzy Parker, Jean Patchett, Mary Jane Russell, Sunny Harnett, Lisa Fonssagrives, Dorian Leigh, Carmen Dell’Orefice, Anne St Marie. As atrizes também faziam editoriais e Marilyn Monroe foi considerada o símbolo sexual da década.

A maquiagem tinha cores restritas até a década de 40 e, antes da 2a Guerra Mundial, utilizavam as cores combinando com as roupas. A francesa Germaine Monteil era estilista e estava insatisfeita com as opções de cores das maquiagem, começou a fabricar e teve bastante sucesso no mercado.

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Os olhos eram marcados com delineador e rímel, sobrancelhas alongadas e desenhada com lápis. O pó compacto estava no auge, a produção da pele era mais pálida e o blush ficou de molho nas penteadeiras. O tom vermelho era um hit, mas os filmes coloridos ajudaram a emplacar outras cores e diversos produtos de maquiagem. A marca Rimmel London elaborou um estojo de batons, com espelho e pincel.

Os cabelos eram elaborados e volumosos, por exemplo, o penteado colmeia da Brigitte Bardot. A franja marca presença nas fotos com a pin-up Bettie Page e nas telas do cinema com a Audrey Hepburn. Surge loções alisadoras, fixadoras e diversos tons de coloração.

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Just Being Audrey

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Em 2013, estava paquerando livros no Book Depository e vi o Just Being Audrey. Amor à primeira vista. Não lembro exatamente quanto paguei (lembrando que o site é britânico), mas lembro que demorou em demasia. E, quando chegou, foi só amor, amor e amor.

O livro conta a vida da Audrey Hepburn desde sua infância, quando desejava ser uma bailarina. Sua mudança para outros países devido a 2a Guerra Mundial, mas continuou dançando balé. Como foi para os Estados Unidos, como trabalhou ao máximo. Seu primeiro filme Roman Holiday, onde ganhou um Oscar de melhor atriz.

Mesmo o livro sendo considerado para o público infantil (4-8 anos), encontramos algumas curiosidades sobre a maravilhosa Audrey. Por exemplo, que fazia macarronada para a produção e elenco do filme após as gravações.

Escrito por Margaret Cardillo e ilustrado por Julia Denos . É em inglês, possui capa dura e uma jacket que conta com as mesmas ilustrações da capa.

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Como não amar a Audrey? ❤ Confira também a resenha do livro Bonequinha de Luxo. Obrigada por acompanhar!

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Bonequinha de Luxo / Truman Capote

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Bonequinha de Luxo de Truman Capote foi escrito em 1950, porém a novela se passa em 1940. Holly Golightly ,19 anos, mora em um apartamento e não possui muito dinheiro, mas sempre chama atenção em qualquer lugar que vá devido os seus looks elegantes e par de óculos escuros.

Sempre esquece as chaves de casa e toca a campanhia do apartamento de um escritor que mora no seu prédio, em horários importunos como às três ou quatro da madrugada. Em uma certa noite, Holly entra no quarto dele pela escada de emergência, alegando que tinha um homem medonho no seu apartamento, assim começam uma “amizade”.

Holly começa a chamar o rapaz de Fred, pois lembra o seu irmão que não encontra há muito tempo e foi para o exército. O escritor se interessa amorosamente por Holly, mas ela não quer nada dele além da amizade. Vão surgir vários detalhes sobre a vida da Holly, principalmente sobre o seu sustento que vem de homens que conhece nas noites.

A história apesar de ter alguns momentos mais dramáticos, não deixa de ser divertida e fica com vontade de não desgrudar do livro até acabar. Essa minha edição contém ainda os contos “Uma Casa de Flores” (1950), “Um Violão de Diamantes” (1951) e “Memórias de Natal” (1956).

150 páginas / Editora Companhia das Letras / ISBN 978-85-359-0756-8

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Você já leu ou tem vontade? E o filme? Obrigada por acompanhar!

Inspirações

Sou repleta de inspirações. Estilistas, autores, pintores etc. Vou absorvendo um pouquinho de tudo que considero incrível. Acho que vai mexendo com a imaginação e ajuda na criatividade. Enfim, vou colocar algumas das minhas inspirações e, quem sabe você pode não conhecer alguma. Certo? Certo!

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:: Salvador Dalí:: 

Pintor, participou do movimento surrealista, se envolveu com fotografias, filmes e até na moda. Excêntrico, adorava o capitalismo e ter status. Suas influências eram extensas, exemplos: o Renascimento e a Psicanálise.

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:: Audrey Hepburn :: 

Atriz e se tornou um fenômeno com o filme Bonequinha de Luxo. Iniciou como modelo, ganhou um Oscar de Melhor Atriz no seu primeiro filme como protagonista, A Princesa e o Plebeu. Foi embaixadora especial da UNICEF e recebeu o Prêmio Humanitário Jean Hersholt.

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:: Truman Capote::

Escritor e roteirista, começou em uma coluna social. O clássico Bonequinha de Luxo virou filme com a Audrey Hepburn sendo protagonista. Se destacou mais ainda com o primeiro livro de jornalismo literário na década de 60, A Sangue Frio.

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:: Mary Quant ::

Estilista que ganhou destaque na década de 60, começou desenvolvendo as peças e depois abriu a sua loja em Londres, a Bazaar. Em 1966, recebeu a Ordem do Império Britânico utilizando uma minissaia, peça qual é considerada responsável pela criação.

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:: Paul Smith :: 

Estilista conhecido pela suas peças de alfaiataria. Iniciou em um armazém de roupas, porém queria ser ciclista. Abriu sua primeira loja com roupas masculinas em 1970 e, apresentou em 1993 sua primeira coleção feminina.

Fotos: Jornal da Fotografia, Old Picz, Blog Finding Jackie, The Chicspy  e Manuscript Daily.

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