Dener Pamplona e a alta costura

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Dener Pamplona de Abreu é um dos costureiros mais importantes da história da moda brasileira, produziu vestidos com muito luxo e criou novos modelos em uma época na qual as mulheres gostavam de copiar os que eram usados na Europa.

Sua mãe foi educada na Inglaterra e seu pai era jogador de futebol, nasceu em 1937 e se mudou com a sua mãe para o Rio de Janeiro em 1945, depois que o seu pai faleceu. Desenhava bastante quando era criança e boatos de que o seu primeiro trabalho foi  em uma butique elegante chamada Casa Canadá.

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Seu trabalho foi amadurecendo na década de 50 enquanto trabalhava para Ruth Silveira. Após uma viagem para Europa em 1956, percebeu que várias mulheres paulistanas estavam indo para o Rio de Janeiro apenas parar comprarem os seus vestidos. Começou a trabalhar com Gutta Teixeira e abriu um ateliê na Praça da República.

Ganhou prêmios do Festival da Moda Brasileira, A Agulha de Ouro e Platina. Em 1960 se instalou na Avenida Paulista, número 810. Tinha bastante fama, personalidade forte e sempre declarando frases que viraram polêmicas. Casou-se duas vezes, teve dois filhos e faleceu em 1978, com apenas 41 anos.

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“Mulher luxo: quando aparece no salão, todos sabem que alguém chegou e não é a governante! A mulher luxo é fora de série, hors concours. Criei essa classificação para acompanhar o desenvolvimento brasileiro”

“Eu gosto de gente, mas acho multidão sempre cafona. Multidão só é boa quando aplaude”

“Eu criei a moda brasileira, um estilo próprio, nosso, que fez com que as grandes senhoras do país não precisassem mais se vestir na Europa”

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Moda na Era Espacial

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O cosmonauta (do russo cosmonaut) Yuri Gagarin tornou-se o primeiro homem que foi no espaço em 1961, quando retornou declarou que “A Terra  é azul”. Claro que a moda pegou o tema para ser usado em solo firme.

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Pierre Cardin já tinha trabalhado para Elsa Schiaparelli e Christian Dior, depois de um tempo abriu a sua própria maison e começou a criar looks futuristas. Suas influências no cosmo gerou roupas com cores quentes, formas circulares, tecidos techno.

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André Courrèges trabalhou 11 anos com Cristóbal Balenciaga, depois abriu sua própria maison e lançou a coleção “Era Espacial”. Eram Moon Girls de prata com branco, materiais sintéticos, par de óculos espacial, botas go-go (sem salto de cano curto ou longo), vestidos tubinhos.

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Filmes e seriados também se jogaram na onda espacial. No filme Barbarella (1968), é temos uma agente espacial com uma missão, o figurino é do estilista Paco Rabanne. No seriado Star Trek (1966), o capitão Kirk, oficial comandante Spock e oficial médico chefe McCoy viajam na nave estelar Enterprise.

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Andy Warhol: o gênio do pop art

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Andrew Warhola nasceu no dia 6 de agosto de 1928, em Pittsburgh. Seus pais eram originários da Eslováquia, migraram durante a 2a Guerra Mundial para os Estados Unidos. Na infância foi extremamente tímido, tinha aulas de artes na escola e aos 17 anos ingressou no curso de Design no Instituto de Tecnologia Carnegie.

Depois da graduação foi para Nova York, começou a ilustrar para as revistas como Vogue, The New Yorker, Harper’s Bazaar, além de produzir publicidade. Frequentava galerias de arte, gostava de ir em diversas exposições e sonhava em se tornar um artista. Sempre muito, muito, muito audacioso. Realizou em 1952 a sua primeira exposição individual, na Hugo Gallery, com 15 desenhos inspirados na produção do autor Truman Capote.

“Quando eu comecei, a arte estava naufragando”

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Começou a produzir produtos pop art no começo da década de 60, usando ideias publicitárias que já existiam com novas tonalidades bem fortes e tintas acrílicas. São produtos, personalidades ou desenhos famosos para a massa. Alguns dos exemplos mais populares de sua obra são Marilyn Monroe, lata de sopa Campbell’s, Coca-Cola, Elvis Presley, Mickey Mouse, John Lennon. Produzia inúmeras cópias do seu trabalho utilizando serigrafia, também usava colagem e materiais descartáveis.

Já considerado cult e bastante famoso, em 1963 começou a produzir filmes undergrounds. Os filmes são conceituais, os mais famosos são Chelsea Girls, Empire e Blow Job. Em 1964, abriu o estúdio “The Factory” e produziu a banda The Velvet Underground. Pouco tempo depois seu estúdio foi invadido e levou um tiro, se recuperou e o acontecimento virou o filme I shot Andy Warhol. Tudo que acontecia ou se passava com o Andy virava pop, sim ou claro?

“Imagino que faço parte da minha época, como os foguetes e a televisão”

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Na década de 70 o pop art já estava ficando de lado, Warhol criou a revista Interview com o conteúdo para moda, cultura pop e cinema. Pintava encomendas e começou a escrever A Filosofia de Andy Warhol. Durante a década de 80, criou Andy Warhol’s TV e Andy Warhol’s Fifteen Minutes para a MTV, mais a produção de videoclipes. Em 1987, faleceu aos 59 anos durante a recuperação de uma cirurgia de vesícula.

Revolucionário é como descrevo o Andy Warhol. Com certeza sua vida possui mais inúmeros detalhes que devem ser curiosos, criativos e incríveis. Fora as suas fotografias maravilhosas! Para quem se interessar em saber mais sobre sua pessoa, fiz uma seleção de livros interessantes:

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1  Andy Warhol – Phaidon Focus na Saraiva

2 Diários de Andy Warhol na Amazon

3 Andy Warhol – Mini Journals na Livraria Cultura

4  Andy Warhol: o gênio do pop na Amazon

5  Andy Warhol na FNAC

6 Andy Warhol Pop Box na Saraiva

7  Andy Warhol (Biografias) na Amazon

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Terninho Union Jacket

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A bandeira do Reino Unido possui o apelido de Union Jack, mas não se sabe oficialmente o motivo. Uma versão indica os questionamentos dos valores pós-imperiais da época, outra versão é que a bandeira deveria ser usada por navios da Marinha real como um “jack” para identificar a nacionalidade.

O desenho da bandeira é a união que ocorreu em 1801, da Irlanda e Grã-Bretanha. A cruz vermelha é de São Jorge, padroeiro da Inglaterra. O fundo azul é de Santo André, o padroeiro da Escócia. A cruz vermelha em diagonal é de São Patrício, padroeiro da Irlanda.

Na década de 50 e 60, Londres estava se tornando descolada e a bandeira virou um símbolo. O guitarrista e cantor Pete Townshend, da banda The Who, usou um paletó justo com a bandeira do Reino Unido. Modelagem alongada no comprimento, com 3 botões brancos espaçados e pespontos brancos.

Na década de 90, o David Bowie pediu ao estilista Alexander McQueen que criasse uma peça inspirada no mesmo terninho utilizado por Pete. Quando recebeu queimou e envelheceu a peça, usou na capa do álbum Earthling (1997) e em alguns shows.

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Na década de 60 ocorreu uma revolução na moda e beleza, influenciada pelo swinging sixties, que dominavam em Londres e ditou diversas tendências. Os jovens  eram decisivos para o comércio, estavam sempre na mídia e não se baseavam mais nos pais para tomarem decisões.

Twiggy personificou a geração Youthquake (apelido para a provocação dos jovens). Magrinha e cílios com bastante rímel, foi eleita como “This is face of 66”. O corte do seu cabelo foi realizado pelo cabeleireiro Léonard, curtinho e com a “banana” (franja para o lado sobre a testa). Para a Times “lembrava a Garbo e Carole Lombard” e na Paris Match saiu uma foto sua com a manchete “Menino ou menina?”.

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Jean Shrimpton foi descoberta pelo fotógrafo David Bailey, logo recebeu o apelido Shrimp. Em 1965, apareceu em mais de 30 capas de revistas. Seu visual é definido como Chelsea Girls, onde as as pernas são compridas, cabelo longo com franja e olhos com muita maquiagem.

Principais chelsea girls: Patti Hansen, Jane Birkin, Françoise Hardy, Nico, Catherine Deneuve, Julie Christie, Penelope Tree, Cynthia Hampton, Françoise Dorléac.

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Vidal Sassoon se tornou um cabeleireiro famosíssimo. Adorava corte com a nuca descoberta e mechas desfiadas sobre o rosto, no filme “Quem é você, Polly Magoo?” esse corte foi utilizado por Peggy Moffit e ficou bastante popular. A estilista Mary Quant usava o corte “Bob” do Vidal.

Nos Estados Unidos a música de Elvis Presley, Beach Boys e Bob Dylan conquistava, mas logo foram seduzidos também para o yeah yeah yeah dos Beatles. Do mesmo jeito aconteceu com a moda, também foram seduzidos.

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A musa de Andy WarholEdie Sedgwick, usava os olhos cheios de maquiagem e roupas escuras, representou uma geração underground entediada. Nico participou da banda produzida também por Andy, The Velvet Undeground, antes era modelo e trabalhou em algumas revistas como a Vogue e Elle.

Brigitte Bardot estava no auge da sua fama, com seu corpo sensual e cabelo comprido, às vezes com um coque no alto da cabeça. Na época em entrevista para a Elle, declarou que usava batons pálidos, xampu seco e que se maquiava em 5 minutos. Seus olhos sempre estavam destacados com bastante maquiagem.

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O mais importante na maquiagem da época eram os olhos, algumas usavam lápis preto e sombra na pálpebra que era espalhada com os dedos. Também utilizavam cílios postiços ou pintavam com delineador.

Iam surgindo novos cosméticos e cada vez mais diversificados. Os jovens maquiadores eram procurados pelas marcas, na próxima década seriam revelados. Tyen, por exemplo, maquiador da Revlon, elaborou uma paleta que faria a marca se tornar líder no mercado mundial.

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Veja também o post sobre Modelos e Beleza 90s. Obrigada por acompanhar!

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