Meia Calça da Max Factor

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Max Factor iniciou a trilhar o seu sucesso bem no comecinho do século XX. Vendendo perucas e maquiagem para os atores de teatro. Em 1935, abriu um salão de beleza que era frequentado por divas como Bette Davis, Joan Crawford e Jean Harlow.

Diversos produtos do mercado se tornaram escassos devido a Segunda Guerra Mundial. A meia de seda, por exemplo, era difícil de encontrar até mesmo no mercado negro. A marca elaborou uma maquiagem específica para as pernas, simulando a costura do meio fio que existe na meia calça.

A marca Elizabeth Arden, fundada em 1910, também criou uma maquiagem para as pernas. As mulheres ainda podiam reproduzir o fio da meia calça utilizando molhos com tonalidade escura e cacau.

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Início da Calça no Vestuário Feminino

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Em 1850, Amelia Bloomer tentativas de que a calça comprida fosse aceita para as mulheres. Escrevia para o seu jornal feminista, The Lily, dando sugestões de outro vestuário para as mulheres com calças bufantes, adornos de seda, chapéu de aba larga.  Foi alvo de zombarias na época, os cartunistas aproveitaram para representar isso em suas obras como algo perigoso.

“O traje da mulher deveria … contribuir para sua saúde, conforto e serventia … deveria tornar (sua ornamentação pessoal) de importância secundária.” Amelia Bloomer 

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O estilista Paul Poiret, criou em 1925 o primeiro conjunto de calça e jaqueta, mas não obteve um bom resultado. Alguns anos depois, Coco Chanel foi flagrada usando calças na praia e, depois adicionou  na sua coleção, o “pijama  casual” ou “pijama de praia”.

A atriz Marlene Dietrich, atuou no filme O Anjo Azul (1930) do diretor Josef von Sternberg. Seu personagem é uma cantora de cabaré e usou cartola, smoking, meias pretas e colarinho alto. Repetiu o estilo da personagem em outros filmes, utilizava trajes masculinos também em publicidade e na vida particular.

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Surgimento do Prêt-à-Porter

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O prêt-à-porter ou ready to wear, significa pronto para usar. Foi batizado por Jean-Claude Weil e Albert Lempereur, com a proposta de ter uma diferenciação na moda. Revolucionou a produção em série, ou seja, peças feitas em grandes quantidades nos tamanho P, M e G.

Para entender melhor como isso ocorreu, precisamos voltar no tempo! A Grande Depressão, que também é conhecida como a Crise de 1929, fez com que os Estados Unidos cobrassem um imposto de 90% sobre as roupas que eram importadas da França. As mulheres americanas antes levavam várias roupas de marca da França, depois só podiam levar telas e moldes.

Elaboraram uma técnica de reprodução baseada nas telas e moldes, podendo serem fabricados de diversos tamanhos. Também se teve progresso com os materiais sintéticos,  o que ajudou com que as roupas fossem produzidas com um custo menor do que as de tecido nobre e com uma ótima qualidade.

Na década de 60 foi que o prêt-à-porter começou a fazer muito sucesso, devido aos estilistas Yves Saint Laurent e Pierre Cardin. Abriram um departamento de prêt-à-porter em uma loja de departamentos parisiense, a Printemps. Em 1966, Saint Laurent lançou uma coleção baseada no prêt-à-porter, sem adaptações da alta-costura.

No Brasil e no hemisfério norte, os desfiles prêt-à-porter ocorrem 2x por ano.  Para o verão europeu ocorrem em setembro e outubro e, para o inverno, em fevereiro e março. Após 6 meses as roupas apresentadas nas passarelas chegam nas lojas, já no nosso país elas saem mais perto do evento.

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Mary Quant

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Você sabia que a londrina Mary Quant (1934) revolucionou a moda em Londres? Desde pequena tinha interesse por moda, mas os seus pais eram professores e desejavam que tivesse um diploma de professora de arte na Goldsmith’s University. Lá acabou conhecendo o Alexander Plunket-Greene, seu futuro marido.

Juntos andavam no meio boêmio de Chelsea, em um bar famoso do Archie McNair. Quant, Plunket e McNair abriram a loja Bazaar na King’s Road em 1955, vendendo produtos para artistas boêmios, estudantes e escritores. Mary no começo era responsável por comprar as roupas e acessórios que seriam vendidos na loja e produzindo as vitrines de jeito inovador.

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Com o tempo percebeu que tinha preferência por vender suas próprias criações, também usava todas as suas peças. Mesmo sem bastante experiência, comprava os tecidos, contratou costureiras e se dedicou totalmente para a criação. Desenhou um par de pijamas e usou o modelo para uma inauguração, a Harper’s Bazaar destacou o look e virou cópias no mercado dos Estados Unidos.

Em 1957, abriu a segunda loja em Knightsbride e logo em seguida fez uma viagem de vendas em Paris. A imprensa noticiou Quant como um fenômeno jovem. Alguns anos depois assinou contrato com J. C. Penney, para a criação de roupas, lingeries e, depois a fundação da Mary Quant Ginger Group Wholesale Clothing Design and Manufacture Company.

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A estilista proporcionou roupas mais descoladas e com um preço mais acessível para o público jovem, que antes só podiam comprar roupas em butiques independentes. Logo depois foi reconhecida na International Fashion Awards do Sunday Times e recebeu a ordem do Império Britânico por serviços prestados a indústria de roupas.

Fica a polêmica que Quant inventou a minissaia em 1964, porém no mesmo ano o estilista André Courrèges lançou uma coleção de verão onde as saias tinham menos 15 centímetros acima do joelho. Continuou por anos criando e lançou até a sua própria coleção de cosméticos. Em 2000, deixou a Mary Quant Ltd., a empresa foi vendida para acionistas japoneses.

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Schiaparelli e o Surrealismo

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A moda deu uma super virada no início do século XX, pegando novas referências na arte. Em 1930, ocorreu colaborações entre estilistas e artistas surrealistas, por exemplo,  Elsa Schiaparelli e Salvador Dalí.

Elsa Schiaparelli foi a primeira estilista que elaborou uma coleção temática. Tinha amizade com diversos artistas como Jean Cocteau, Man Ray, Picabia. Desenvolvia peças totalmente diferentes com as que eram voga na época e, sua maior rival era a francesa Coco Chanel que se referia a ela como “aquela artista italiana que faz roupas”. Algumas de suas clientes eram Greta Garbo, Joan Crawford e Carole Lombard.

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Os realizadores do surrealismo questionavam crenças, referências à ideologias de Karl Marx (filósofo, cientista político e socialista revolucionário) e Sigmund Freud (criador da psicanálise), manifestações do subconsciente etc. Na pintura, Salvador Dalí foi um dos que mais se destacou no movimento.

A dupla desenvolveu peças que viraram umas das mais importantes na carreira da estilista. O Chapéu-sapato foi elaborado com um escarpim de veludo e fica de forma invertida na cabeça. O vestido esqueleto feito de crepe de seda, possui espinhas e costelas. O vestido lágrimas com estampa de carne dilacerada e um véu com lágrimas aplicadas.

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Considero os dois incríveis! Obrigada por acompanhar!