Jean Shrimpton

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A inglesa Jean Shrimpton (1942) foi descoberta pelo fotógrafo David Bailey quando tinha apenas dezoito anos. A dupla realizou diversas parcerias na moda e, por trás dos flashes das fotos, tiveram um relacionamento de quatro anos.

“Fomos atraídos instantaneamente e, sempre que trabalhamos juntos, essa atração criou uma forte atmosfera sexual” Shrimpton sobre Bailey na sua autobiografia publicada em 1990.

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Se tornou o rosto do Swinging London, movimento que foi responsável pela moda, arte e música durante a década de 60. Cabelo longo, franja, lábios carnudos, bastante máscara de cílios e corpo longilíneo, ganhou o apelido “The Shrimp” e foi a modelo mais bem paga daquela época.

Em 1975 optou por deixar de lado a carreira de modelo e toda a sua fama. Foi morar em Cornwall, onde abriu uma loja de antiguidades. Casou com o fotógrafo Michael Cox, teve um filho e comprou o Abbey Hotel, em Penzance.

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5 Capitais da Moda

No livro “A Moda”, a incrível jornalista Erika Palomino cita 5 capitais da moda. Vamos saber um pouquinho de cada? Let’s go!

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Nova York

A Semana de Moda de Nova York acontece na parte da indústria de confecções, bem na Sétima Avenida. A semana de desfiles é chamada de “Seventh on Sixth”, pois a Sétima se transfere para a Sexta Avenida onde as tendas são utilizadas como sedes para os desfiles. São armadas nos Jardins do Bryant Park, atrás da Biblioteca Pública, entre as ruas 41 e 21 na Sexta Avenida. Os desfiles apresentam mais coleções comerciais.

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Londres

A Semana de Moda de Londres é sempre considerada uma das mais famosas e encantadoras. A capital da Inglaterra possui escolas de moda como Saint Martin’s,  London College of Fashion e Royal College of Art. Sua reputação de estilistas é incrível e com diversos nomes famosos internacionalmente, também trouxe diversos estilos como os mods nos anos 60 e os punks nos anos 70.

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Milão

A Semana de Moda de Milão surgiu em 1951, era exclusiva para compradores e imprensa. Na década de 90, com bastante marketing as marcas como Prada e Gucci se renovaram e se tornaram gigantes nos negócios. Os desfiles são bastante organizados, desfiles menores e com atrasos de no mínimo 30 minutos. Fiera Milano é a sede para os desfiles, mas ocorre de outros serem em showrooms da própria marca ou em locações.

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Paris

A Semana de Moda de Paris é considerada por alguns fashionistas como a mais importante. Algumas das suas escolas de moda mais famosas são Esmod e La Chambre. Os jornalistas recebem os seus convites individualmente para cada um dos desfiles que vão ocorrer, algumas pessoas disputam lugares e podem ficar em pé ou sentados. Nas portas dos  ficam diversos estudantes de design de moda, admiradores etc.

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São Paulo

A Semana de Moda de São Paulo começou bem diferente lá na década de 90, era o Phytoervas Fashion para divulgar a empresa de beleza. Paulo Borges então definiu a semana de moda para lançar novos estilistas e a edição de 1994 contou com Walter Rodrigues, Sonia Maalouli e Alexandre Herchcovitch. SPFW só ficou com esse nome em 2001, se desenvolve mais cada ano que passa e é considerada a principal semana de moda da América Latina.

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Mary Katrantzou + Clássicos da Disney | Outono 17

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Mary Katrantzou nasceu em Atenas e foi radicada em Londres. Estudou em Nova York na Rhode Island Schoof of Design e, em Londres na Central Saints. Sua primeira participação na Semana de Moda de Londres foi em 2009, depois de ter recebido o prêmio da L’Oréal Professionnel Awards.

A designer de moda levou a mágica de Walt Disney para a passarela na Semana de Moda de Londres 2017. A inspiração para a coleção “Last Minute Magic” teve um start com o clássico filme noir “Fantasia” (1940), que possui animação e música clássica.  Ainda  teve inspiração na Terra do Nunca e Alice nos País das Maravilhas.

Looks encantadores e cheios de cores, prontos para morarem nos nossos corações e sonhos. Tweed, franjas, bordados, transparência, tecidos jacquard e veludo, peças estruturadas, mix de estampas, terninhos, mangas super volumosas. Durante o desfile a trilha sonora ficou por conta da Orquestra Philadelphia.

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Vivienne Westwood | Outono-Inverno 17/18

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A inglesa Vivienne Westwood (1941) estudou por um semestre na Harrow Art School, logo depois foi ser professora em uma escola primária e no final da década de 60 conheceu o empresário da banda Sex Pistols, Malcolm McLaren.

Fez uma revolução cultural com o estilo punk, abriu uma butique com McLaren na King’s Road e tiveram muito sucesso. Definiu suas peças na época como “roupas para heróis”. Às vezes suas peças são questionadas por não serem tão usáveis, apenas encantadoras e/ou chocantes para as passarelas.

Vivienne apresentou na última segunda-feira (9) sua nova coleção com modelos masculinos e femininos, na Semana de Moda Masculina de Londres. O desfile ocorreu no Seymour Leisure Center, no bairro Marylebone.

Peças desconstruídas, alfaiataria, conjuntos, mix de estampas, modelagens largas, tule, xadrezes, comprimentos diferenciados, estampa de caveira ou rostos (alguns da própria estilista), casacos longos. Destaques para mulheres com gravata e homens com vestido ou saia e a coroa de papel.

Sobre a coleção no site:  She and he are having fun with Unisex and swapping clothes. ‘Buy less, choose well, make it last’ limits the exploitation of the planet’s natural resources. He and she have joined Intellectuals Unite (IOU) and are becoming ever more scared of Climate Change. Our hair stands on end. We wear a paper crown.

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Vivienne é ousada, rebelde e incrível. Obrigada por acompanhar!

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Terninho Union Jacket

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A bandeira do Reino Unido possui o apelido de Union Jack, mas não se sabe oficialmente o motivo. Uma versão indica os questionamentos dos valores pós-imperiais da época, outra versão é que a bandeira deveria ser usada por navios da Marinha real como um “jack” para identificar a nacionalidade.

O desenho da bandeira é a união que ocorreu em 1801, da Irlanda e Grã-Bretanha. A cruz vermelha é de São Jorge, padroeiro da Inglaterra. O fundo azul é de Santo André, o padroeiro da Escócia. A cruz vermelha em diagonal é de São Patrício, padroeiro da Irlanda.

Na década de 50 e 60, Londres estava se tornando descolada e a bandeira virou um símbolo. O guitarrista e cantor Pete Townshend, da banda The Who, usou um paletó justo com a bandeira do Reino Unido. Modelagem alongada no comprimento, com 3 botões brancos espaçados e pespontos brancos.

Na década de 90, o David Bowie pediu ao estilista Alexander McQueen que criasse uma peça inspirada no mesmo terninho utilizado por Pete. Quando recebeu queimou e envelheceu a peça, usou na capa do álbum Earthling (1997) e em alguns shows.

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Mary Quant

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Você sabia que a londrina Mary Quant (1934) revolucionou a moda em Londres? Desde pequena tinha interesse por moda, mas os seus pais eram professores e desejavam que tivesse um diploma de professora de arte na Goldsmith’s University. Lá acabou conhecendo o Alexander Plunket-Greene, seu futuro marido.

Juntos andavam no meio boêmio de Chelsea, em um bar famoso do Archie McNair. Quant, Plunket e McNair abriram a loja Bazaar na King’s Road em 1955, vendendo produtos para artistas boêmios, estudantes e escritores. Mary no começo era responsável por comprar as roupas e acessórios que seriam vendidos na loja e produzindo as vitrines de jeito inovador.

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Com o tempo percebeu que tinha preferência por vender suas próprias criações, também usava todas as suas peças. Mesmo sem bastante experiência, comprava os tecidos, contratou costureiras e se dedicou totalmente para a criação. Desenhou um par de pijamas e usou o modelo para uma inauguração, a Harper’s Bazaar destacou o look e virou cópias no mercado dos Estados Unidos.

Em 1957, abriu a segunda loja em Knightsbride e logo em seguida fez uma viagem de vendas em Paris. A imprensa noticiou Quant como um fenômeno jovem. Alguns anos depois assinou contrato com J. C. Penney, para a criação de roupas, lingeries e, depois a fundação da Mary Quant Ginger Group Wholesale Clothing Design and Manufacture Company.

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A estilista proporcionou roupas mais descoladas e com um preço mais acessível para o público jovem, que antes só podiam comprar roupas em butiques independentes. Logo depois foi reconhecida na International Fashion Awards do Sunday Times e recebeu a ordem do Império Britânico por serviços prestados a indústria de roupas.

Fica a polêmica que Quant inventou a minissaia em 1964, porém no mesmo ano o estilista André Courrèges lançou uma coleção de verão onde as saias tinham menos 15 centímetros acima do joelho. Continuou por anos criando e lançou até a sua própria coleção de cosméticos. Em 2000, deixou a Mary Quant Ltd., a empresa foi vendida para acionistas japoneses.

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Britmania da Gucci / Cruise 2017

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Gucci está sendo comandando por Alessandro Michele, que apresentou na quinta-feira (02) o desfile Cruise 2017. Foi na Abadia de Westminster, possui estrutura gótica e foi construído no século XIII, já foi palco de vários casamentos importantes como da Rainha Elizabeth, princesa Diana e Kate Middleton.

A coleção contou com 96 looks. Spikes, aplicações, xadrezes e jeans representaram bem o punk nos anos 70. Algumas golas altas com volume e mangas lembraram a era vitoriana. As cores do Reino Unido se destacavam em alguns looks ou a bandeira estampada em moletom. Vários maxi floral e estampas bordadas de bichos como cobras, gatos, tigres e cachorros.

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