O Bebê de Rosemary

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Há um ano li “O Bebê de Rosemary” do autor Ira Levin, publicado em 1967. Apesar de ter acertado o final, achei o livro incrível e me prendeu desde a primeira página. Daí que esses dias assisti o filme de 1968, com o roteiro e direção por Roman Polanski. Incrível também e, nada mais justo, do que falar sobre o livro e o filme!

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Rosemary não tinha um bom relacionamento com sua família, muda para Nova York e se casa com o Guy Woodhouse, que deseja ser um grande ator. O casal almeja morar no Bramford, um prédio antigo e com ares vitorianos  e, por “sorte”, conseguem alugar um apartamento que era de uma senhora que faleceu poucos dias antes.

O senhor Hutch, amigo da Rosemary, vai contar inúmeras histórias estranhas que já aconteceram no prédio e mesmo assim depois desse alerta o casal continua desejando ir para o Bramford. Logo conhecem Minnie e Roman Castevet, um casal de velhinhos estranhos, insistentes e que “adotaram” uma moça da rua.

O casal Woodhouse começa a frequentar o apartamento do casal Castevet e vice-versa. Rosemary começa a não se sentir tão a vontade com os vizinhos, mas o seu marido fica encantado pelos velhinhos. Vão ocorrendo coisas bastante estranhas e Rosemary consegue ficar grávida como tanto queria, porém a felicidade que sonhava vira diversas tragédias.

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O filme é bastante fiel ao livro,  também prende a atenção e você fica bastante ansioso para o que vai acontecer. O elenco é de peso com Mia Farrow (Rosemary), John Cassavetes (Guy), Ruth Gordon (Minnie), Sidney Blackmer (Roman) e Maurice Evans (Hutch).

Foi indicado a diversas categorias nos prêmios: no Oscar para melhor roteiro adaptado e melhor atriz coadjuvante; no BAFTA para melhor atriz; no Globo de Ouro para melhor atriz de cinema, melhor trilha sonora, melhor roteiro e melhor atriz coadjuvante.

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Mia Farrow cortou o cabelo durante as filmagens, uma ideia do próprio Polanski. O corte custou US$ 5 mil, inspirado nas escola Bauhaus e realizado por Vidal Sassoon, que é citado pela personagem de Mia no filme 2 vezes.

Mia tinha 21 anos e casado há pouco tempo com o Frank Sinatra, que na época tinha 50 anos. O cantor  disse que não queria ela cortasse o cabelo e haveria consequências. Pois bem, no final das gravações o casal se divorciou e os boatos eram por causa do novo corte de cabelo.

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O filme gerou diversas polêmicas e acontecimentos na época. O produtor do filme, William Castle, começou a receber ameaças de morte e ficou internado com falência renal um ano depois do lançamento do filme. No mesmo dia o compositor musical do filme, Krysztof Komeda, morreu devido um coágulo cerebral.

Sharon Tate, esposa do diretor do filme, estava grávida em 1969 e foi assassinada com mais quatro amigos em sua residência. Além disso, o apartamento em que o filme foi gravado é o local onde o John Lennon foi assassinado onze anos depois.

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Você já leu o livro e/ou assistiu o filme? Obrigada por acompanhar!

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Vestido Mondrian

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O francês Yves Saint Laurent (1936-2008), começou a sua carreira trabalhando para o Christian Dior, se tornou um dos maiores nomes da alta-costura e apresentou mais de 70 coleções.

Criou um vestido diurno homenageando o holandês Piet Mondrian (1872-1944), pintor percursor do movimento neoplasticismo. O vestido era de lã, com o comprimento até a altura do joelho, reto, sem mangas e costura discreta.

Usou as cores primárias (vermelho, amarelo e azul) combinadas com branco, listras preta e a geometria que o pintor utilizava. O modelo foi uma ousadia para a alta-costura e se popularizou quando apareceu na capa da Vogue francesa de setembro de 1965. Depois diversas cópias baratas apareceram.

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A pin-up Bettie Page

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Bettie Page nasceu no dia 22 de abril de 1923,  em Tennessee, Estados Unidos. Seus pais viajaram com todos os filhos para obterem uma situação financeira melhor, mas se divorciaram e as coisas ficaram mais difíceis. Bettie começou a trabalhar como cozinheira e costureira, depois seu pai voltou para casa e a abusou sexualmente quando era adolescente.

Algum tempo depois coordenou um grupos de arte dramática, se formou na Peabody College e foi morar em São Francisco com o seu marido. Seu primeiro trabalho na nova cidade foi como modelo em uma loja com casaco de peles. Quando tinha 27 anos, se separou e foi morar em Nova York.

Em 1950, conheceu o policial Jerry Tibbs que também era um fotógrafo amador. Disse para Bettie que possuía a testa bastante larga para usar o cabelo partido ao meio e, desde então, começou a usar a franjinha que virou a sua marca registrada. Depois outras pin-ups também adotaram a franja.

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Começou a costurar os seus próprios biquínis e maiôs. Corpo curvilíneo, olhos azuis, franjinha e cabelo preto. Ficou bastante famosa, apareceu em diversas capas de revistas, participou de desfiles de beleza, atuou e também apareceu na televisão. Ficou sendo chamada de “Rainha das Pin-ups”.

 Diversas fotos que tirava era com os fotógrafos Irving Klaw e Bunny Yeager, continham nudez, em algumas era amarrada, cenários fetichistas etc. Em 1957, se mudou para a Flórida e casou de novo. Foi desaparecendo aos poucos da mídia, decidiu deixar a fama no lado B.

Se converteu ao cristianismo, se separou e casou de novo. Sua última entrevista foi em 1962. Teve depressão e quando era abordada por fãs dizia que não sabia quem era Bettie Page. Teve um surto psicótico e ficou presa por quase 10 anos. Na década de 90, com ajuda de um advogado conseguiu ganhar dinheiro com o direito de sua imagem que era usada de forma indevida. Teve um ataque cardíaco em 2008, ficou em coma e faleceu uma semana depois.

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Jean Shrimpton

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A inglesa Jean Shrimpton (1942) foi descoberta pelo fotógrafo David Bailey quando tinha apenas dezoito anos. A dupla realizou diversas parcerias na moda e, por trás dos flashes das fotos, tiveram um relacionamento de quatro anos.

“Fomos atraídos instantaneamente e, sempre que trabalhamos juntos, essa atração criou uma forte atmosfera sexual” Shrimpton sobre Bailey na sua autobiografia publicada em 1990.

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Se tornou o rosto do Swinging London, movimento que foi responsável pela moda, arte e música durante a década de 60. Cabelo longo, franja, lábios carnudos, bastante máscara de cílios e corpo longilíneo, ganhou o apelido “The Shrimp” e foi a modelo mais bem paga daquela época.

Em 1975 optou por deixar de lado a carreira de modelo e toda a sua fama. Foi morar em Cornwall, onde abriu uma loja de antiguidades. Casou com o fotógrafo Michael Cox, teve um filho e comprou o Abbey Hotel, em Penzance.

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Meia Calça da Max Factor

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Max Factor iniciou a trilhar o seu sucesso bem no comecinho do século XX. Vendendo perucas e maquiagem para os atores de teatro. Em 1935, abriu um salão de beleza que era frequentado por divas como Bette Davis, Joan Crawford e Jean Harlow.

Diversos produtos do mercado se tornaram escassos devido a Segunda Guerra Mundial. A meia de seda, por exemplo, era difícil de encontrar até mesmo no mercado negro. A marca elaborou uma maquiagem específica para as pernas, simulando a costura do meio fio que existe na meia calça.

A marca Elizabeth Arden, fundada em 1910, também criou uma maquiagem para as pernas. As mulheres ainda podiam reproduzir o fio da meia calça utilizando molhos com tonalidade escura e cacau.

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Eu franjo, tu franjas

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A franja deixa o visual mais jovem, destaca o olhar e alonga a silhueta. Às vezes fica super em alta e, mesmo quando não está, as pessoas continuam usando. Vira praticamente uma marca registrada não é mesmo, Zooey Deschanel?!

Mas vamos rebobinar um pouco a fita para voltar um pouquinho no tempo! Na década de 20, a atriz Louise Brooks já apostava na franja acima da sobrancelha. Já pela década de 50, a pin-up Bettie Page, por exemplo, achava a sua testa larga e para disfarçar cortou franjinha.

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Audrey Hepburn e Anna Karina apareceram diversas vezes nas telonas dos cinemas com franjas durante a década de 60. Até os Beatles na fase yeah-yeah-yeah usaram franja, influenciados pela artista alemã Astrid Kirchherr

Comprida, reta, de lado, repicada, acima da sobrancelha, cortininha etc. Podemos encontrar na rede diversas matérias dando a “receita” de como cortar e qual modelo de franja é melhor para o formato do nosso rosto.  Não devemos levar isso tão a sério e, se decidir cortar,  usar o modelo que achamos melhor. 😉

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