Vestido Mondrian

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O francês Yves Saint Laurent (1936-2008), começou a sua carreira trabalhando para o Christian Dior, se tornou um dos maiores nomes da alta-costura e apresentou mais de 70 coleções.

Criou um vestido diurno homenageando o holandês Piet Mondrian (1872-1944), pintor percursor do movimento neoplasticismo. O vestido era de lã, com o comprimento até a altura do joelho, reto, sem mangas e costura discreta.

Usou as cores primárias (vermelho, amarelo e azul) combinadas com branco, listras preta e a geometria que o pintor utilizava. O modelo foi uma ousadia para a alta-costura e se popularizou quando apareceu na capa da Vogue francesa de setembro de 1965. Depois diversas cópias baratas apareceram.

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Fuseau e Trapeze | Dior

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Em 1957, modelos usaram a coleção Fuseau de Christian Dior no Grande Salão Número 30 da Avenue Montaigne. “Minhas manequins dão vida às minhas roupas, e o que eu mais quero é que meus trajes sejam alegres” declarou Dior na época.

O criador do New Look, faleceu em 1957 de forma inesperada. O comando da Maison Dior virou responsabilidade de Yves Saint Laurent, que tinha apenas 22 anos e trabalhava como assistente do Dior há 4 anos. Em 1958, apresentou a coleção Trapeze, que foi considerada audaciosa e recebeu elogios em demasia.

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Yves Saint Laurent

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Yves Saint Laurent é considerado um dos estilistas mais importantes da moda do século 20. Nasceu em Argélia, em 1936 e, sua família era colonial francesa de classe média. Com 18 anos ganhou em primeiro lugar um concurso promovido pelo International Wool Secretariat. A Vogue Francesa percebeu rapidamente o seu talento e  depois foi contratado como assistente de criação de Christian Dior.

Em 1957, o criador do New Look, Christian Dior, faleceu e Yves Saint Laurent que tinha apenas 21 anos assumiu a Maison Dior. Apresentou a sua primeira coleção em 1958 e foi bastante sucedida. Marc Bohan o substituiu quando foi convocado para a Guerra da Argélia, a experiência militar o fez sofrer durante todo o resto da sua vida.

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Recebeu 40 mil dólares de indenização da Maison Dior em 1962, abriu sua própria casa com o sócio Pierre Bergé. Com o passar do tempo, Saint Laurent ia demonstrando mais interesse pela arte e unindo com a moda, por exemplo, o vestido tubinho inspirado no neoplasticismo do pintor Piet Mondrian. Também se inspirou no Cubismo do Picasso e Pop Art de Andy Warhol. Fazia várias viagens para Londres, buscando novidades nas butiques de King’s Road.

Realizou figurinos para teatro e cinema. O fotógrafo David Bailey, em 1965, era casado com a atriz Catherine Deneuve, levou ela até Saint Laurent para encomendar um vestido. Gostou tanto do trabalho do estilista, que pediu para criar o figurino para o filme “A Bela da Tarde” (Belle de Jour / 1967). Depois outras atrizes também fizeram parceria com o estilista, como Betty Catroux e Loulou de la Falaise.

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“A roupa mais bonita para vestir uma mulher são os braços do homem que ela ama. Para as que não tiveram essa felicidade, eu estou aqui”

“Considero que na Terra só existe uma emoção possível. A de esquecer de si mesmo para se consagrar aos outros. Ao tentarmos fazer a felicidade alheia, acabamos por receber alguns raios luminosos”

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Saint Laurent e Pierre Bergé perceberam que a alta-costura não estava vendendo mais tanto, abriram em 1966 a butique YSL Rive Gauche com coleção prêt-à-porter. Obteve destaque com o terno “Le Smoking” que foi utilizado por celebridades, como Bianca Jagger, Lauren Bacall e Liza Minelle. Seu sucesso foi crescendo cada vez mais e lançando novidades como a jaqueta safári, coleção África, perfume Opium etc.

Diana Vreeland fez uma retrospectiva monográfica sobre o estilista em 1983, no Costume Institute do Metropolitan Museum of Art de Nova York. Em 2002, declarou para a imprensa que estava se afastando da moda e realizou o seu último desfile com uma retrospectiva das suas criações. Yves Saint Laurent faleceu em 2008, devido um câncer cerebral.

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Modelos e Beleza 70s

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Na década de 70 a beleza mudou completamente da que estava em voga na década anterior. Os cabelos, diversas figuras feministas importantes marcaram presença, o surgimento do punk, peças masculinas para as mulheres, produtos mais específicos.

Pat Cleveland é considerada uma das primeiras modelos negras da moda. Quando tinha apenas 14 anos, foi descoberta por Carrie Donovan que era editora de moda da Vogue US. Era requisitada em demasia para capas de revistas e também passarelas, trabalhou para marcas como Yves Saint Laurent e Halston.

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Margaux Hemingway, neta do escritor Ernest Hemingway, tinha 1.82 e foi capas de diversas revistas. Recebeu um milhão de dólares quando virou garota propaganda do perfume Babe. Também foi indicada para o Globo de Ouro por sua atuação em Manhattan, clássico filme do Woody Allen.

Dizem que a atriz e modelo Farrah Fawcett é a melhor definição da mulher anos 70, seu corte de cabelo repicado e no tom loiro foi bastante copiado. Outras modelos que destacaram: Veruschka, Marisa Berenson, Lauren Hutton, Cheryll Tiegs, Christie Brinkley.

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A marca Yves Saint Laurent utilizou o slogan “Cultive o seu Corpo”, as revistas indicavam diversos regimes e/ou exercícios de musculação. Cuidados para o corpo se tornaram mais intensos. A cirurgia estética estava ficando democrática e, surgiu o silicone e colágeno.

Foi criado na França, em 1974, a primeira linha solar capilar por Patrick Alis. O estilista Rudi Gernreich criou o monoquíni, um maiô com tiras laterais grandes na frente e atrás, deixando os seios a mostra. Tiveram diversos editoriais com biquínis, modelos deitadas ou sentadas na beira da praia.

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Os penteados mudaram, cortes geométricos,  secados naturalmente e os fios naturais do jeitinhos que eles são. Volumosos? Um baita sucesso! O Vidal Sassoon, que já fazia bastante sucesso na década de 60, continuou como um dos cabeleireiros mais importantes da época.

A marca Clinique já estava no mercado desde 1968, mas em meados de 70 lançou 7 produtos que podiam ser usado por todas mulheres. Com muita publicidade, diversos estilistas que já tinham deixado a marca bastante famosa no mercado lançavam seus produtos de beleza, por exemplo, Chanel em 1975 lançou sua primeira linha com 26 batons.

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Veja também os posts: Modelos e Beleza 60s e Modelos e Beleza 90s.

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Surgimento do Prêt-à-Porter

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O prêt-à-porter ou ready to wear, significa pronto para usar. Foi batizado por Jean-Claude Weil e Albert Lempereur, com a proposta de ter uma diferenciação na moda. Revolucionou a produção em série, ou seja, peças feitas em grandes quantidades nos tamanho P, M e G.

Para entender melhor como isso ocorreu, precisamos voltar no tempo! A Grande Depressão, que também é conhecida como a Crise de 1929, fez com que os Estados Unidos cobrassem um imposto de 90% sobre as roupas que eram importadas da França. As mulheres americanas antes levavam várias roupas de marca da França, depois só podiam levar telas e moldes.

Elaboraram uma técnica de reprodução baseada nas telas e moldes, podendo serem fabricados de diversos tamanhos. Também se teve progresso com os materiais sintéticos,  o que ajudou com que as roupas fossem produzidas com um custo menor do que as de tecido nobre e com uma ótima qualidade.

Na década de 60 foi que o prêt-à-porter começou a fazer muito sucesso, devido aos estilistas Yves Saint Laurent e Pierre Cardin. Abriram um departamento de prêt-à-porter em uma loja de departamentos parisiense, a Printemps. Em 1966, Saint Laurent lançou uma coleção baseada no prêt-à-porter, sem adaptações da alta-costura.

No Brasil e no hemisfério norte, os desfiles prêt-à-porter ocorrem 2x por ano.  Para o verão europeu ocorrem em setembro e outubro e, para o inverno, em fevereiro e março. Após 6 meses as roupas apresentadas nas passarelas chegam nas lojas, já no nosso país elas saem mais perto do evento.

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